Meninas Vodca

Pessoal, se você gosta de tennis e também de moda, achou seu lugar na rede.
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Ps: Momento merchan total, mas... faz parte!

X-mas

Natal. Mais um Natal.
Minha primeira lembrança de um Natal é de um jogo de castelinho que ganhei, acredito eu, dos meus pais. Lembro da minha avó e seus sorrisos. Lembro da paz, de vermelhos, de uma árvore simples, porém bela, do sofá marrom, da mesinha de centro.
Alguns anos depois, a minha lembrança trás a tona a manhã em que ganhei minha primeira bicicleta. Uma Monark azul, com rodinhas. Claro que não sabia andar. E claro que também só anos mais tarde pude enteder a discussão dos meus pais. Sentimento estranho, para uma bela manhã ensolarada. Mas ficou gravado a boa vontade da minha mãe que montava a árvore simples de casa comigo. Ano com bolinhas, ano com lacinhos.
Poucas vezes passei a data fora. Uma foi na casa de minha avó materna. Dois dias de viagem de trem. Acho que nessa noite vi mais parentes que jamais imaginei que existissem! E foi nessa noite, que de blusinha rosa e calça branca aprendi a andar de bicicleta sozinha, sem rodinhas de apoio. Uma conquista aos meus 7, 8 anos unida por uma bela cicatriz no joelho direito.
Um ano depois a festa foi na cidade maravilhosa. bela vista pro mar, bela árvore branca cheia de enfeites, bela ceia. Pena que nós, as crianças ficamos todas em uma parte da casa, sem acesso ao que os adultos faziam. E assim, se foi mais um ano da minha lembrança natalina.
Vários Natais sem graça se passaram daí em diante. Natais solitários. Sem amigos de família. Sem parentes. Mas com uma árvore, de um kit da falida Mesbla. A montei por anos, até que a coitada se desintegrou. E outra nunca ocupou o seu lugar.
Porém o mais traumatizante de todos aconteceu quando eu tinha 16 anos. Me lembro que meu pai saiu no dia 24 a tarde e já perto da meia noite não voltava. Minha mãe, desesperada, ameaçou se matar, na minha frente, com uma faca na garganta. Claro que foi um momento de total desespero, mas isso me marcou profundamente. Foi nessa noite em que eu passei a não gostar de Natal.
Muitas noites, após essa já se passaram. Umas melhores, outras piores. Com surpresas, sem surpresas.
Ainda vou ter o meu Natal "dos sonhos". Sem desentendimentos. Sem brigas. Cheio de amor. Com espírito de Natal. Infelizmente ainda não foi esse ano. Mas continuo acreditando. Acreditando que o amor, no final das contas é maior que o ódio (que alguns sentem e jogam na cabeça dos outros como uma bomba apenas para ferir os sentimentos sem se importar realmente com os outros). Em 2008 tem que ser diferente! E vai ser!

Blá blá blá de domingo, parte 1

Como qualquer mulher sempre tive medo de envelhecer. Mas afinal o que é envelhecer?
Será que é viver intensamente cada dia? É incrível como desde novembro passado sou capaz de lembrar cada passo, cada final de semana, cada sorriso e cada lágrima. Em detalhes!
Muitos anos se passaram apenas como vagas lembranças. E pela primeira vez posso falar de boca cheia: sim, eu estou vivendo. E amando!
Amando o trabalho. Amando uma pessoa especial. Amando cada passo. Amando a vida.
Não que eu não tenha dor e até parece que mil minhocas aparecem de vez enquando. Mas, aprendi a lidar com esses imprevistos. E a melhor sensação é poder olhar pra trás e abrir o sorrisão na certeza que os "tais imprevistos", já eram.
Alguém já parou pra pensar como o "ser humano" gosta de sabotar a sua própria felicidade?
Fala a verdade! Um dia que o telefone não toca, ou uma palavra meio que mal interpretada já bastam pra ir do paraíso ao inferno em 3 segundos.
Já cansei de fazer isso. Literalmente, cansei! Hoje a minha única obrigação é ser feliz. 
E o telefone que não tocou? Amanhã ele toca...

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